Azinhaga das Carmelitas: Há seis anos à espera da requalificação

3 de Fevereiro de 2020
Azinhaga das Carmelitas: Há seis anos à espera da requalificação

No centro histórico de Carnide, a zona das azinhagas há muito que clama por obras de requalificação. O projecto proposto no Orçamento Participativo de 2014 reuniu os votos necessário da população para avançar. Até hoje, a obra ainda não se efectivou.

Os hábitos mudam, a cidade avança, extravasa os seus limites... A mobilidade entre pontos tornou-se fulcral, mesmo no seio de uma comunidade como aquela que se compõe pelos moradores de Carnide.

Com as mudanças das últimas décadas e o crescente número de carros nas estradas da cidade, torna-se impossível não reajustar os caminhos que nos ligam. No centro histórico de Carnide, a necessidade de requalificar o solo da Azinhaga das Carmelitas é inegável há já alguns anos. Em 2014, a proposta levada a votação no Orçamento Participativo propunha a criação de “um espaço de circulação mista (pedonal e automóvel) e estacionamento, assegurando a transição de acessibilidade e imagem para o núcleo histórico”. Uma vontade que recebeu luz verde da população. No total, 150 mil euros para a reabilitação urbana e do espaço público daquela zona da freguesia e um projecto que visava 11 meses para a sua execução. Passaram seis anos.

Em seis anos, houve duas reuniões abertas à população para se discutir o plano de intervenção que, desde então, parece permanecer embargado. Em seis anos, o projecto foi agregado a outra proposta de intervenção local (“Uma rua para todos”) pela sua proximidade temática e geográfica. Em seis anos, a Câmara Municipal de Lisboa anunciou em Junho de 2019 que estariam reunidas todas as condições e que nesse exacto momento se seguiria para obra, mas nada se viu. Em seis anos, a necessidade de intervenção cresceu, pela sobrecarga de tráfego na região que potenciou novas brechas nas construções.

Um projecto sobre o qual, cada vez mais, é necessário fazer-se erguer a obra que a vontade da população ditou em 2014, há seis anos.

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