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NÃO KAHLO

NÃO KAHLO

Actividades - 27 de Junho de 2018 - 21h30 - Casa do Coreto, Rua Neves Costa

 

NÃO KAHLO

Não Kahlo é um espectáculo que parte da vida, obra e sonhos da pintora mexicana Frida Kahlo. Não Kahlo é o novo espectáculo das produções D. Mona. Partindo da noção de «conto-sonho», do universo non-sense e do mundo onírico criado por Lewis Carrol em Alice no País das Maravilhas (1865) e Alice através do espelho, Não Kahlo recria Alice não como uma sucessão de eventos, mas como uma história que mergulha no universo surrealista, do realismo mágico latino-americano, biográfico e artístico da pintora mexicana Frida Kahlo. Sobre o espectáculo: O espectáculo conta a história da pintora Frida Kahlo que, ao seguir um coelho apressado, à semelhança de Alice, cai num poço que a conduz a um mundo de fantasia, onde se cruza com criaturas grotescas que problematizam a neurose entediante da rotina dos normais e o mundo incompreendido dos bizarros. Se no início do espectáculo Frida apresenta uma altura desmesurável, ao cair do vestido parece reduzir-se a um tamanho insignificante e apercebe-se que passou por uma série de transformações físicas – perdeu os dedos de um pé, sofreu múltiplas fracturas na coluna e 35 cirurgias, foi-lhe amputada uma perna, possui uma infecção nos rins, fuma, bebe, teve três abortos, mas nunca desistiu tendo-se tornado numa das principais figuras que projectou o cenário das artes latino-americanas para o mundo.   M/6 Sinopse: Não Kahlo é canibalista. Comeu a orelha direita de Van Gogh. Não Kahlo é cleptomaníaca. Roubou as rosas de Santa Isabel para adornar os cabelos de Frida. Não Kahlo é contra-hegemónica. Arrancou o bigode de Dali para fazer a peruca de Barloff. Não Kahlo é inconformada. Abriu a vala de Shakespeare para desenterrar a caveira de Yorick. Não Kahlo é amante. As suas criações são exercícios espirituais. Não Kahlo é iconoclasta. Subtraiu um prego à cruz e pregou-o na lista telefónica. Não Kahlo é a acção de se desdobrar em infinitas mulheres.

Não Kahlo está de esperanças e quer parir um tigre que devore Shakespeare, Brecht, Van Gogh, Artaud, Cicciolina, Rivera, Abu-lughod, Heiner Müller, Monet, Foucault, Fassbinder, Ed Wood, Gauguin, Stanislavski, Beckett, Frida, Cesariny, Beethoven, Fernando Pessoa e mais os planetas desertos, que também mandam coisas, para os digerir e cuspir na caixa preta.

Ficha técnica PRODUÇÃO D. Mona   TEXTO, ENCENAÇÃO E CENOGRAFIA Mónica Kahlo e Sílvia Raposo   FIGURINOS Helena Raposo

COREOGRAFIA Margarida Camacho

GRAFISMO Sílvia Raposo

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